OUTRA SUGESTÃO DE SITE PARA CONSULTA
http://professorabiancagrossi.blogspot.com/search/label/DIFICULDADE%20Ce%20Ci
BEIJOCAS
domingo, 18 de setembro de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
http://colorir.colorir.com/terebintina-bruxa-1111.html
PESSOAL, ESTE SITE É BEM BACANA PARA ACESSAR NO LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA. TEM DESENHOS "PRONTOS" PARA COLORIR, COMO NO TUX PAINT.
domingo, 7 de novembro de 2010
PARÓDIA PARA AULA DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
OLÁ, PESSOAL!!!
ESTE SEMESTRE TIVEMOS QUE FAZER UMA PARÓDIA SOBRE A PROGRESSÃO CONTINUADA. ESSA FOI A NOSSA IDÉIA:
Dancin Days – As Frenéticas
Abra a escola
Para a progressão
Caia no sistemaT
Da organização
Agora é por ciiiiiclos
Nos deixando lou ou ou cos
Eu quero ver esse aluno
Alfabetizado
A gente as vezes
defende, crítica, ensina
Sem querer ensinar
Na nossa escola não vale tudo
Vale ser alguém antenado
Na educação
Trabalho coletivo
Entre os professores
Articulação
Projetos em ação
Apoio pedagoooogico
Com boa formaçaaaão
Capacitação
Professores em ação
A gente as vezes
pensa, reflete, age
Sem prejudicar
Na nossa escola vale tudo
Para aprender
É só ensinar
Ensine bem
Ensino bom
Ensine sem parar
Ensine bem
Ensino bom
Pois a progressão irá continuar
Ensine bem
Ensino bom
Ensine sem parar
Ensine bem
Ensino bom
Você se adequará
Abra a escola
Para a progressão
Caia no sistema
Da organização
Trabalho coletiiiiivo
Entre os professoooooores
Articulação
Projetos em ação
Tem que haver
troca de ideias
Em torno de um projeto comum
Não se esquecendo da formação
Vale ser bom professor
Motivo
A gente as vezes
pensa, reflete, age
Sem prejudicar
E o sistema escolar
Vai transformar com certeza
A educação
Ensinar
Refletir
Sempre agir
Ensinar
Progredir
Sem desistir
Ensinar
Refletir
Sempre agir
Ensinar
Progredir
Sem desistir
POR:
ANGÉLICA
CINTHIA
CINTIA
LORENA
MÁRCIA
domingo, 27 de dezembro de 2009
FUI NA SOLENIDADE DE ENCERRAMENTO DE CICLO DO EME PMSBC
CORA CORALINA, E LÁ VOI DECLAMADO ESTE TEXTO EM JOGRAL,
ACHEI MUITO LEGAL, E FICA AUI PARA VOCÊS.
Tudo Que Sei APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA...
Tudo que preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer, e como ser, aprendi no jardim-de-infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de curso superior, mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal.
Vejam o que aprendi:
*Dividir tudo com os companheiros.
*Jogar conforme as regras do jogo.
*Não bater em ninguém.
*Guarda os brinquedos onde os encontrava.
*Arrumar a "bagunça" que eu mesmo fazia.
*Não tocar no que não era meu.
*Pedir desculpas, se machucar alguém.
*Lavar as mãos antes de comer.
*Apertar a descarga da privada.
*Frutas e verduras fazem bem à saúde.
*Fazer de tudo um pouco-estudar,pensar e desenhar,pintar cantar e dançar, de tudo um pouco todos os dias.
*Tirar uma soneca todas as tardes.
*Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre "de olho" na professora.
CORA CORALINA, E LÁ VOI DECLAMADO ESTE TEXTO EM JOGRAL,
ACHEI MUITO LEGAL, E FICA AUI PARA VOCÊS.
Tudo Que Sei APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA...
Tudo que preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer, e como ser, aprendi no jardim-de-infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de curso superior, mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal.
Vejam o que aprendi:
*Dividir tudo com os companheiros.
*Jogar conforme as regras do jogo.
*Não bater em ninguém.
*Guarda os brinquedos onde os encontrava.
*Arrumar a "bagunça" que eu mesmo fazia.
*Não tocar no que não era meu.
*Pedir desculpas, se machucar alguém.
*Lavar as mãos antes de comer.
*Apertar a descarga da privada.
*Frutas e verduras fazem bem à saúde.
*Fazer de tudo um pouco-estudar,pensar e desenhar,pintar cantar e dançar, de tudo um pouco todos os dias.
*Tirar uma soneca todas as tardes.
*Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre "de olho" na professora.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
HISTÓRIA MARIA VAI COM AS OUTRAS
Era uma vez uma ovelha chamada Maria. Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também. As ovelhas iam para baixo Maria ia também. As ovelhas iam para cima, Maria ia também.
Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria ia sempre com as outras. Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também.
- Ai que lugar quente! As ovelhas tiveram insolação. Maria teve insolação também. Uf! Uf! Puf! Maria ia sempre com as outras.
Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de jiló.
Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiam jiló, Maria comia também. Que horror! Foi quando de repente, Maria pensou:
“Se eu não gosto de jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?”
Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o que as outras faziam.
Até que as ovelhas resolveram pular do alto do Corcovado pra dentro da lagoa. Todas as ovelhas pularam.
Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: mé! Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: mé!
E assim quarenta duas ovelhas pularam, quebraram o pé, chorando mé, mé, mé! Chegou a vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada, entrou num restaurante comeu, uma feijoada. Agora, mé, Maria vai para onde caminha seu pé.
Sylvia Orthof
(Essa eu encontrei no http://dellaviartes.blogspot.com/)
Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria ia sempre com as outras. Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também.
- Ai que lugar quente! As ovelhas tiveram insolação. Maria teve insolação também. Uf! Uf! Puf! Maria ia sempre com as outras.
Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de jiló.
Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiam jiló, Maria comia também. Que horror! Foi quando de repente, Maria pensou:
“Se eu não gosto de jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?”
Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o que as outras faziam.
Até que as ovelhas resolveram pular do alto do Corcovado pra dentro da lagoa. Todas as ovelhas pularam.
Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: mé! Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: mé!
E assim quarenta duas ovelhas pularam, quebraram o pé, chorando mé, mé, mé! Chegou a vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada, entrou num restaurante comeu, uma feijoada. Agora, mé, Maria vai para onde caminha seu pé.
Sylvia Orthof
(Essa eu encontrei no http://dellaviartes.blogspot.com/)
HISTÓRINHAS DE CRIANÇA
OLÁ PESSOAL,
ANDEI PASSEANDO POR OUTRO BLOGS, E ACHEI UMAS COISAS LINDAS, OLHEM O "VALE A PENA CONHECER", E VEJAM CADA AVENTAL DE CONTAR HISTÓRIA LINDO...
E PARA INCENTIVAR VOCEIS, POSTEI ALGUMAS HISTÓRIAS QUE ENCONTREI EM OUTROS SITES E BLOGS...
APROVEITEM!!!!!!
A PRINCESA E O SAPO
Era uma vez uma bondosa princesa muito bonita, de cabelos longos elouros que vivia num reino muito distante. Um dia, sem querer, aprincesa deixou cair uma bola dentro de um lago. Pensando que a bolaestivesse perdida, começou a chorar. — Princesa, não chore. Voudevolver a bola para você. — disse um sapo. — Pode fazer isso? –perguntou a princesa. — Claro, mas, só farei em troca de um beijo. Aprincesa concordou. Então, o sapo apanhou a bola, levou-a até os pés daprincesa e ficou esperando o beijo. Mas, a princesa pegou a bola ecorreu para o castelo. O sapo gritou: — Princesa, deve cumprir a suapalavra! O sapo passou a perseguir a princesa em todo lugar. Quando iacomer, lá estava o sapo pedindo a sua comida. O rei, vendo sua filhaemagrecer, ordenou que pegassem o sapo e o levassem de volta ao lago.Antes que o pegassem, o sapo disse ao rei: — Ó, Rei, só estou cobrandouma promessa. — Do que está falando, sapo? Disse o rei, bravo. — Aprincesa prometeu dar-me um beijo depois que eu recuperasse uma bolaperdida no lago. O rei, então, mandou chamar a filha. O rei falou àfilha que uma promessa real deveria ser cumprida. Arrependida, aprincesa começou a chorar e disse que ia cumprir a palavra dada ao sapo.A princesa fechou os olhos e deu um beijo no sapo, que logo pulou aochão. Diante dos olhos de todos, o sapo se transformou em um belo rapazcom roupas de príncipe. Ele contou que uma bruxa o havia transformado emsapo e somente o beijo de uma donzela acabaria com o feitiço. Assim, elese apaixonou pela princesa e a pediu em casamento. A princesa aceitou.Fizeram uma grande festa de casamento, que durou uma semana inteira. Aprincesa e o príncipe juntaram dois reinos e foram felizes para sempre.
( essa é da página http://historiasinfantis.eu/)
ANDEI PASSEANDO POR OUTRO BLOGS, E ACHEI UMAS COISAS LINDAS, OLHEM O "VALE A PENA CONHECER", E VEJAM CADA AVENTAL DE CONTAR HISTÓRIA LINDO...
E PARA INCENTIVAR VOCEIS, POSTEI ALGUMAS HISTÓRIAS QUE ENCONTREI EM OUTROS SITES E BLOGS...
APROVEITEM!!!!!!
A PRINCESA E O SAPO
Era uma vez uma bondosa princesa muito bonita, de cabelos longos elouros que vivia num reino muito distante. Um dia, sem querer, aprincesa deixou cair uma bola dentro de um lago. Pensando que a bolaestivesse perdida, começou a chorar. — Princesa, não chore. Voudevolver a bola para você. — disse um sapo. — Pode fazer isso? –perguntou a princesa. — Claro, mas, só farei em troca de um beijo. Aprincesa concordou. Então, o sapo apanhou a bola, levou-a até os pés daprincesa e ficou esperando o beijo. Mas, a princesa pegou a bola ecorreu para o castelo. O sapo gritou: — Princesa, deve cumprir a suapalavra! O sapo passou a perseguir a princesa em todo lugar. Quando iacomer, lá estava o sapo pedindo a sua comida. O rei, vendo sua filhaemagrecer, ordenou que pegassem o sapo e o levassem de volta ao lago.Antes que o pegassem, o sapo disse ao rei: — Ó, Rei, só estou cobrandouma promessa. — Do que está falando, sapo? Disse o rei, bravo. — Aprincesa prometeu dar-me um beijo depois que eu recuperasse uma bolaperdida no lago. O rei, então, mandou chamar a filha. O rei falou àfilha que uma promessa real deveria ser cumprida. Arrependida, aprincesa começou a chorar e disse que ia cumprir a palavra dada ao sapo.A princesa fechou os olhos e deu um beijo no sapo, que logo pulou aochão. Diante dos olhos de todos, o sapo se transformou em um belo rapazcom roupas de príncipe. Ele contou que uma bruxa o havia transformado emsapo e somente o beijo de uma donzela acabaria com o feitiço. Assim, elese apaixonou pela princesa e a pediu em casamento. A princesa aceitou.Fizeram uma grande festa de casamento, que durou uma semana inteira. Aprincesa e o príncipe juntaram dois reinos e foram felizes para sempre.
( essa é da página http://historiasinfantis.eu/)
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Pesquisa e Educação Interdisciplinar
OLÁ MENINAS e MENINOS,
ESTE É O NOSSO TRABALHO APRESENTADO AO PROFESSOR VALDERLEI.
É um assunto amplo, porém nosso trabalho foi elaborado de forma simples, mas se algué desejar mais detalhes, pode consutar as obras mencionadas na bibliografia, vale a pena.
Um abraço a todos!
O LÚDICO NA EDUCAÇÃO
CINTIA
KAREN
LORENA
MARCIA ROBERTA
O LÚDICO NA EDUCAÇÃO
Pesquisa apresentada ao Professor Vaderlei na Matéria de Pesquisa e Educação Interdisciplinar com o objetivo de apresentar para as alunas do segundo semestre de pedagogia a utilização de atividades lúdicas no exercício da profissão de educador.
Agradecemos a Deus pelo cuidado especial dispensado a nossas vidas, pois até aqui tem nos provido de todo o necessário.
Em especial agradecemos as nossas famílias, que entenderam a ausência de nossa atenção enquanto produzíamos este trabalho.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
O LÚDICO COMO ALIADO DO EDUCADOR
ESTE É O NOSSO TRABALHO APRESENTADO AO PROFESSOR VALDERLEI.
É um assunto amplo, porém nosso trabalho foi elaborado de forma simples, mas se algué desejar mais detalhes, pode consutar as obras mencionadas na bibliografia, vale a pena.
Um abraço a todos!
O LÚDICO NA EDUCAÇÃO
CINTIA
KAREN
LORENA
MARCIA ROBERTA
O LÚDICO NA EDUCAÇÃO
Pesquisa apresentada ao Professor Vaderlei na Matéria de Pesquisa e Educação Interdisciplinar com o objetivo de apresentar para as alunas do segundo semestre de pedagogia a utilização de atividades lúdicas no exercício da profissão de educador.
Agradecemos a Deus pelo cuidado especial dispensado a nossas vidas, pois até aqui tem nos provido de todo o necessário.
Em especial agradecemos as nossas famílias, que entenderam a ausência de nossa atenção enquanto produzíamos este trabalho.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
O LÚDICO COMO ALIADO DO EDUCADOR
SEMIÓTICA E LUDICIDADE
LÚDICO, DIVERSOS CONTEXTOS
O LÚDICO NO DIAGNÓSTICO DE PROBLEMAS DE APRENDIZADO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
BIBLIOGRAFIA
SITES CONSULTADOS
INTRODUÇÃO
Muito se tem falado de educação e construção do conhecimento, mas isto tem sido um desafio para educadores, não só na educação infantil, mas durante toda a vida acadêmica. Recentemente, este desenvolver de conhecimento tem ganhado campo dentro do âmbito profissional, e se prestarmos mais atenção, em toda vivência em sociedade.
Desta observação, verificamos que a idéia de lúdico deixa de ser apenas brincadeiras infantis que desenvolvem coordenação motora, diferença de formas e tamanhos, entre outras, e ganha um território muito mais amplo.
Para Frederich Froebel, “por meio da educação a criança vai se reconhecer como membro vivo do todo”, mas como ensinar a criança sobre este mundo social num momento em que ela ainda não entende qual o seu papel no mundo? Pensando assim, será que a responsabilidade de Educar é somente do professor na escola? Ou num sentido mais amplo, será que a criança aprende somente no ambiente escolar e de forma metódica?
Repensando essas questões, compreendemos que a ludicidade se encontra em diversos momentos da vida dos indivíduos, com significados e objetivos diferentes.
O LÚDICO COMO ALIADO DO EDUCADOR
Educar vai além de repassar conhecimentos e informações, é oferecer ao indivíduo, desde tenra idade objetos que desenvolvam o conhecimento por meio de experiências, onde se tenha oportunidade escolher qual caminho seguir. Essa idéia nos traz o enfoque para atividades lúdicas no desenvolvimento humano.
Contudo, as atividades lúdicas não devem se resumir em jogos e brincadeiras com o único propósito de entretenimento, é necessário que esta atividade seja atrativa de acordo com a idade alvo, mas elaborada para atinja um conhecimento, ou o desenvolvimento deste.
Marcos Fábio Quintiliano, defendia que depois de tanto estudo e trabalho, toda criança deveria ter um período de descanso para que fosse mantido seu vigor, além de não provocar nela a raiva pelo estudo, e nestes momentos de descanso é conveniente que as crianças brincassem ou jogassem para se alegrar, afirma que “há, pois, para aguçar a inteligência das crianças, alguns jogos que não são inúteis desde que se rivalizem a propor, alternadamente, pequenos problemas de toda espécie”, e completa “os costumes também se revelam mais simplesmente entre os jogos (...)”.
Percebemos, assim que a ludicidade tem um papel muito importante ao ser humano de qualquer idade, haja vista que ajuda e facilita sua aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural.
Há que se considerar, ainda, o que afirma Constance Kammi, “A atenção do professor deve estar voltada ao raciocínio do aluno e não nas respostas prontas e certas.” Isso porque o principal objetivo é o descobrimento, entendimento ou desenvolvimento da criança por si só, onde o papel do educador é ser orientador de aprendizagem.
Diante do supra, pode-se concluir que o lúdico é um excelente aliado do educador, na construção do conhecimento de seus alunos, e, portanto, deve ser introduzida na base da estrutura curricular dos educadores. Analisando a questão da formação de educadores, Ayrton Negrine se posiciona com uma proposta chamada de “formação pessoal” e se funda em “pressupostos que valorizam a criatividade, o cultivo da sensibilidade, a busca da afetividade, a nutrição da alma, proporcionando aos futuros educadores vivências lúdicas” que se utilizam de jogos para garantir um determinado objetivo pedagógico.
A formação lúdica deve possibilitar ao educador um conhecimento pessoal, e um conhecimento do educando, de modo a adequar a atividade escolhida as competências e limitações de ambos,levando-se em consideração, a faixa etária, o objetivo e qual a importância daquela atividade para o desenvolvimento do educando, para que não seja simplesmente uma diversão corriqueira.
SEMIÓTICA E LUDICIDADE
Semiótica do grego semeion, que denotra signo, desta mesma fonte temos semeiotiké que é a arte dos sinais, semiótica é o estudo dos padrões de todos os tipos de comunicação, linguagem, danças, rituais, etc., onde sua preocupação não é o significado propriamente dito, mas de que forma é compreendida, qual seu significado. Nas palavras de Petter Stratton e Nicky Hayes, semiótica é:
“uma clara distinção entre significado e forma não considerada apropriada, na medida que a forma influencia o significado e este influencia a escolha da forma. Por exemplo, um lembrete do chefe na mesa do assistente para desligar as lâmpadas desnecessárias pode ser feito através de uma comunicação verbal, de um memorando escrito à mão ou de um memorando datilografado. Embora as palavras possam ser idênticas, a forma afeta o significado da comunicação.” (Dicionário de Psicologia, 1994, pág 208)
em outras palavras, é a ciência que estuda os signos e todas as linguagens e acontecimentos culturais como se fossem fenômenos produtores de significado, neste sentido define a semiose.
O estudo da semiótica não se limita apenas ao campo verbal, mas a qualquer tipo de signos, tais como costumes, cinema, expressão corporal, vestuário, religião, ou seja, tudo que de alguma forma traz um significado, um sentido para alguma coisa ou situação.
Na visão de Piercei, semiótica é um saber abstrato e formal generalizado, onde as pessoas exprimem seu conhecimento numa tíade: Primeiridade (qualidade/relação – percebida pela consciência, sensação não visível), Segundidade (Reação – percepção dos eventos exteriores, da realidade concreta) e Terceiridade (Mediação – esfera da representação e da simbolização.)
Já para Ferdinad de Saussure, que é conhecido como pai da semiose, “ a simples realidade sígnica justifica a existência de um ramo de conhecimento que estude os signosna sua relação com o contexto social”(...), “ele não confunde o o universo da simbolização e o da vida real.” (www.infoescola.com/filosofia/semiótica/)
Em que pese a semiótica na educação, temos que é um meio de leitura de mundo, onde crianças, jovens, adultos e idosos, aprendem ou compreendem através de símbolos, senão vejamos, a criança aprende e se desenvolve por meio de brincadeiras e atividades lúdicas. Jean Piaget afirma que “O jogo é um tipo de atividade particularmente poderosa para o exercício da vida social e da atividade construtivista da criança”. Nesta mesma linha de raciocínio, Arminda Aberastury explica: “os animais prediletos corporificam os filhos imaginados: serão objeto de amor e maus tratos. Todas as suas experiências biológicas se traduziram em jogos com bonecas e animais. Desse modo começou a aprendizagem da maternidade e da paternidade”. (A criança e seus jogos, pág. 46- 1992)
É através dessas brincadeiras que a criança traduz esses signos de sua leitura de mundo dando significado a cada um deles e internaliza as regras e papéis sociais. A brincadeira é também o caminho para o desenvolvimento psicológico e cognitivo. São os jogos dramáticos que irão desenvolver a função simbólica ou semiótica, que influenciarão na capacidade do indivíduo raciocinar com abstração, ou seja, é a partir daí que a criança consegue abstrair um objeto ideal.
Entretanto, pensar que o lúdico só tem importância na infância é uma idéia errônea, assim como concluir que o lúdico só existe no mundo acadêmico. A vida cotidiana está repleta de lúdico.
Inicialmente temos que compreender o lúdico como sendo instrumento de atração para o objetivo desejado. Para ilustrar esta idéia , lançamos mão do seguinte exemplo: uma determinada rede de fest food apresenta em seu cardápio diversas composições de refeições, todas com foto ilustrativa, e reservam uma parte dedicada as crianças onde na ilustração o prato aparece em forma de “carinha” o arroz é o rosto, que tem olhos de ervilha, nariz de milho, boca de cenoura e cabelos de batatas palito fritas. O objetivo é claro: atrair a atenção da criança, mostrando a refeição como um momento divertido, ou seja, é uma brincadeira com o alimento.
Por extensão e fazendo uso da semiótica, o lúdico está em tudo desde uma propaganda até nos jogos de raciocínio e estratégia, como é o caso do xadrez. “A atividade lúdica tem um caráter semiótico(simbólico). No jogo revela-se a função semiótica em gestação naconsciência(...). O sentido lúdico de um objeto pode ter com esse uma semelhança muito menor do que a que tem um desenho com a realidade representa. Mas o substituto lúdico oferece a possibilidadede ser manuseado tal como se fosse o objeto que ela substitui (MUKHINA, 1996, p.155/156).
Os símbolos são encontrados em vários momentos da vida cultural, na linguagem escrita, matemática, arte, musica, dança, etc. Neste caso com a atividade lúdica bem aplicada, pode ser um grande aliado na prática escolar, no caso da educação infantil pode auxiliar no aprendizado e no desenvolvimento das funções psíquicas , além de desenvolver o aparelho motor, como vem sido utilizada há longa data.0
LUDICO, DIVERSOS CONTEXTOS
Atualmente um campo que tem ganhado espaço, é a educação de idosos, que hoje se percebem como pessoas ativas, que merecem uma qualidade de vida digna, e estão buscando recuperar um momento tão importante que é o aprender acadêmico. Contudo, o indivíduo nesta fase tem pressa, e prender-se a um banco de escola para assistir cansativas horas com o professor falando e escrevendo na lousa não é muito funcional e produtiva assim, atividades lúdicas são muito utilizadas. A preocupação nesta fase é que estas pessoas já têm uma leitura de mundo definida e sólida, ainda que em alguns casos seja uma visão errônea sobre as coisas. Aqui o grande desafio é uma abordagem de renovação de aprendizagem, e o lúdico tem o papel de facilitar esse acesso de informações.
Outro espaço que o lúdico tem ganhado campo, e com razão, é o empresarial. Sabemos que a semiótica influência no desenvolvimento do indivíduo e nas suas relações sociais, de acordo com a natureza social, política e holística, por isso os gestores de RH não podem se manter desinformados em relação à influência do lúdico nestas relações. Dessa forma, deve ser proporcionado um ambiente profissional onde existem muitos colaboradores, o maior número de situações grupais possíveis onde o colaborador possa se adaptar a um deles, e desenvolver sua atividade melhor qualidade, e o lúdico viabiliza estas situações. Isso sem contar que com atividades lúdicas, o gestor tem a possibilidade de conhecer melhor seu grupo de profissionais.
Atualmente o número de crianças em idade escolar, que se encontram internadas em hospitais para longos e dolorosos tratamentos, em razão de moléstias diversas é enorme. Essas crianças já estão sendo privadas de sua vida social comum, não seria justo que fossem privadas também de uma educação formal adequada. Profissionais da pedagogia se especializaram neste tipo de ofício, e as atividades lúdicas fazem do ambiente hospitalar agradável momento de aprender. É um momento em que os diversos transtornos que a doença causa sai de cena, dando espaço para o “aprender e a divertição”.
Campanhas publicitárias apresentam moças com estereótipos sensuais, rapazes que são a personificação de Apolo, todos consumindo um determinado, felizes, as paqueras sendo correspondida, riqueza, tudo rodeado de beleza, é o lúdico que traz todos estes símbolos que são objeto de desejo material, e associa a capacidade de ter essas coisas, ao consumo daquele produto.
E não são apenas essas contribuições que o lúdico pode oferecer na educação e na vida social de um modo geral, o segredo está na preparação e adequação da atividade ao contexto em que será aplicado. Se for bem elaborada, bem estruturada, até mesmo uma brincadeira com embalagens vazias, papéis dispensáveis, pode trazer um grande aprendizado, seja para uma criança, jovem, adulto ou idoso, é só saber direcionar seu instrumento ao seu objetivo.
Ao planejar uma atividade lúdica, inicialmente deve ser estabelecido qual aprendizado deve ser alcançado, e analisar cautelosamente de que forma essa atividade irá afetar o interesse do aluno, se essa atividade irá estimular o desenvolvimento intelectual, apenas facilitando a construção do conhecimento (receber a informação pronta, de forma divertida não é interessante). Estabelecido esses parâmetros, é interessante manter um roteiro para relatório escrito, com o pré questionamento para facilitar a observação e constatação de progressos obtidos ou não.
O LÚDICO NO DIAGNÓSTICO DE PROBLEMAS DE APRENDIZADO
Bruno Bettelheim classifica a brincadeira como uma ponte entre o mundo da criança e a realidade, onde os adultos podem perceber como esta criança constrói seu mundo, seus medos, preocupações, alegrias, tristezas, de modo geral todos os sentimento, dificuldades e vontades. Trata-se de uma linguagem peculiar que deve ser respeitada, ainda que não seja compreendida.
Através de uma brincadeira, e se utilizando da fantasia que a brincadeira autoriza, a criança vai brincar de ser médica e curar uma doença de algum ente querido, que na vida real esta lhe causando muita angustia. Com um telefone de brinquedo, ele recebe ligações amorosas do pai que jamais conhecera. Com uma espada igual a do Hércules, ele poderá proteger a sua família de todos aqueles opressores que ouve falar no jornal todos os dias.
Mas o que isso tudo tem haver com o processo educacional da criança? Muito, considerando-se que as crianças passam grande parte de seu tempo dentro de um ambiente escolar, e muitos casos em que a criança tem dificuldade de aprendizado esses problemas estão relacionados a alguma situação da vida cotidiana, distúrbio/transtorno de origem neurológica/cerebral ou genética, problemas de origem cognitivas ou psicopedagógicas, ou de ordem emocional.
Acompanhar e avaliar o educando nesses casos é importante para melhorar seu desenvolvimento, e atividades lúdicas tem auxiliado muito a identificar a possível causa desse não aprender. Uma vez diagnosticado a presença de um fator que está atrapalhando o aprendizado, o Educador em conjunto com os responsáveis pela criança buscar subsídios para sanar essa deficiência na aprendizagem, seja com atividades planejadas dentro da própria escola, ou através de profissionais da Psicologia e Psicopedagogia.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo feito a cerca do lúdico na educação, nos traz a idéia de um lúdico lato sensu, que vai além do jogar e brincar como simples atividade motora, ou aprender brincando; ele nos mostra que o lúdico esta muito mais presente em nossas vidas do que imaginamos. Tem um caráter de instrumento de apoio pedagógico, e é também um objeto auxiliador na descoberta de problemas com aprendizagem. É ainda uma forma de transmitir nossa leitura de mundo a outrem de forma ilustrativa e clara.
Percebemos que o lúdico é todo simbolismo utilizado como forma de comunicação, com o objetivo de trazer a atenção alheia para um determinado objeto.
BIBLIOGRAFIA
STRATTON, Peter; HAYDES, Nicky. Dicionário de Psicologia.São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 1994.
CRUZ, Dulce R.M.; SILVEIRA, Maria J.M.; BOLZAN, Doris P.V.; CORRÊA, Sonia M. M.; GARBIN, Elisabete Garbin. O Lúdico na Formação do Educador. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
GADOTTI, Moacir. História das Idéias Pedagógicas. São Paulo : Ática, 2008.
ABERASTURY, Arminda. A Criança e Seus Jogos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
FELDMANN, Juliane. Aprender Tem Que Ser Divertido. Florianópolis. CEITEC, 2008.
SITES CONSULTADOS
http://www.revista.info.br/pedagogia10/pages/artigos/edic10-anov-art04.pdf
http:/www.infoescola.com/filosofia/semiótica/
LÚDICO, DIVERSOS CONTEXTOS
O LÚDICO NO DIAGNÓSTICO DE PROBLEMAS DE APRENDIZADO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
BIBLIOGRAFIA
SITES CONSULTADOS
INTRODUÇÃO
Muito se tem falado de educação e construção do conhecimento, mas isto tem sido um desafio para educadores, não só na educação infantil, mas durante toda a vida acadêmica. Recentemente, este desenvolver de conhecimento tem ganhado campo dentro do âmbito profissional, e se prestarmos mais atenção, em toda vivência em sociedade.
Desta observação, verificamos que a idéia de lúdico deixa de ser apenas brincadeiras infantis que desenvolvem coordenação motora, diferença de formas e tamanhos, entre outras, e ganha um território muito mais amplo.
Para Frederich Froebel, “por meio da educação a criança vai se reconhecer como membro vivo do todo”, mas como ensinar a criança sobre este mundo social num momento em que ela ainda não entende qual o seu papel no mundo? Pensando assim, será que a responsabilidade de Educar é somente do professor na escola? Ou num sentido mais amplo, será que a criança aprende somente no ambiente escolar e de forma metódica?
Repensando essas questões, compreendemos que a ludicidade se encontra em diversos momentos da vida dos indivíduos, com significados e objetivos diferentes.
O LÚDICO COMO ALIADO DO EDUCADOR
Educar vai além de repassar conhecimentos e informações, é oferecer ao indivíduo, desde tenra idade objetos que desenvolvam o conhecimento por meio de experiências, onde se tenha oportunidade escolher qual caminho seguir. Essa idéia nos traz o enfoque para atividades lúdicas no desenvolvimento humano.
Contudo, as atividades lúdicas não devem se resumir em jogos e brincadeiras com o único propósito de entretenimento, é necessário que esta atividade seja atrativa de acordo com a idade alvo, mas elaborada para atinja um conhecimento, ou o desenvolvimento deste.
Marcos Fábio Quintiliano, defendia que depois de tanto estudo e trabalho, toda criança deveria ter um período de descanso para que fosse mantido seu vigor, além de não provocar nela a raiva pelo estudo, e nestes momentos de descanso é conveniente que as crianças brincassem ou jogassem para se alegrar, afirma que “há, pois, para aguçar a inteligência das crianças, alguns jogos que não são inúteis desde que se rivalizem a propor, alternadamente, pequenos problemas de toda espécie”, e completa “os costumes também se revelam mais simplesmente entre os jogos (...)”.
Percebemos, assim que a ludicidade tem um papel muito importante ao ser humano de qualquer idade, haja vista que ajuda e facilita sua aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural.
Há que se considerar, ainda, o que afirma Constance Kammi, “A atenção do professor deve estar voltada ao raciocínio do aluno e não nas respostas prontas e certas.” Isso porque o principal objetivo é o descobrimento, entendimento ou desenvolvimento da criança por si só, onde o papel do educador é ser orientador de aprendizagem.
Diante do supra, pode-se concluir que o lúdico é um excelente aliado do educador, na construção do conhecimento de seus alunos, e, portanto, deve ser introduzida na base da estrutura curricular dos educadores. Analisando a questão da formação de educadores, Ayrton Negrine se posiciona com uma proposta chamada de “formação pessoal” e se funda em “pressupostos que valorizam a criatividade, o cultivo da sensibilidade, a busca da afetividade, a nutrição da alma, proporcionando aos futuros educadores vivências lúdicas” que se utilizam de jogos para garantir um determinado objetivo pedagógico.
A formação lúdica deve possibilitar ao educador um conhecimento pessoal, e um conhecimento do educando, de modo a adequar a atividade escolhida as competências e limitações de ambos,levando-se em consideração, a faixa etária, o objetivo e qual a importância daquela atividade para o desenvolvimento do educando, para que não seja simplesmente uma diversão corriqueira.
SEMIÓTICA E LUDICIDADE
Semiótica do grego semeion, que denotra signo, desta mesma fonte temos semeiotiké que é a arte dos sinais, semiótica é o estudo dos padrões de todos os tipos de comunicação, linguagem, danças, rituais, etc., onde sua preocupação não é o significado propriamente dito, mas de que forma é compreendida, qual seu significado. Nas palavras de Petter Stratton e Nicky Hayes, semiótica é:
“uma clara distinção entre significado e forma não considerada apropriada, na medida que a forma influencia o significado e este influencia a escolha da forma. Por exemplo, um lembrete do chefe na mesa do assistente para desligar as lâmpadas desnecessárias pode ser feito através de uma comunicação verbal, de um memorando escrito à mão ou de um memorando datilografado. Embora as palavras possam ser idênticas, a forma afeta o significado da comunicação.” (Dicionário de Psicologia, 1994, pág 208)
em outras palavras, é a ciência que estuda os signos e todas as linguagens e acontecimentos culturais como se fossem fenômenos produtores de significado, neste sentido define a semiose.
O estudo da semiótica não se limita apenas ao campo verbal, mas a qualquer tipo de signos, tais como costumes, cinema, expressão corporal, vestuário, religião, ou seja, tudo que de alguma forma traz um significado, um sentido para alguma coisa ou situação.
Na visão de Piercei, semiótica é um saber abstrato e formal generalizado, onde as pessoas exprimem seu conhecimento numa tíade: Primeiridade (qualidade/relação – percebida pela consciência, sensação não visível), Segundidade (Reação – percepção dos eventos exteriores, da realidade concreta) e Terceiridade (Mediação – esfera da representação e da simbolização.)
Já para Ferdinad de Saussure, que é conhecido como pai da semiose, “ a simples realidade sígnica justifica a existência de um ramo de conhecimento que estude os signosna sua relação com o contexto social”(...), “ele não confunde o o universo da simbolização e o da vida real.” (www.infoescola.com/filosofia/semiótica/)
Em que pese a semiótica na educação, temos que é um meio de leitura de mundo, onde crianças, jovens, adultos e idosos, aprendem ou compreendem através de símbolos, senão vejamos, a criança aprende e se desenvolve por meio de brincadeiras e atividades lúdicas. Jean Piaget afirma que “O jogo é um tipo de atividade particularmente poderosa para o exercício da vida social e da atividade construtivista da criança”. Nesta mesma linha de raciocínio, Arminda Aberastury explica: “os animais prediletos corporificam os filhos imaginados: serão objeto de amor e maus tratos. Todas as suas experiências biológicas se traduziram em jogos com bonecas e animais. Desse modo começou a aprendizagem da maternidade e da paternidade”. (A criança e seus jogos, pág. 46- 1992)
É através dessas brincadeiras que a criança traduz esses signos de sua leitura de mundo dando significado a cada um deles e internaliza as regras e papéis sociais. A brincadeira é também o caminho para o desenvolvimento psicológico e cognitivo. São os jogos dramáticos que irão desenvolver a função simbólica ou semiótica, que influenciarão na capacidade do indivíduo raciocinar com abstração, ou seja, é a partir daí que a criança consegue abstrair um objeto ideal.
Entretanto, pensar que o lúdico só tem importância na infância é uma idéia errônea, assim como concluir que o lúdico só existe no mundo acadêmico. A vida cotidiana está repleta de lúdico.
Inicialmente temos que compreender o lúdico como sendo instrumento de atração para o objetivo desejado. Para ilustrar esta idéia , lançamos mão do seguinte exemplo: uma determinada rede de fest food apresenta em seu cardápio diversas composições de refeições, todas com foto ilustrativa, e reservam uma parte dedicada as crianças onde na ilustração o prato aparece em forma de “carinha” o arroz é o rosto, que tem olhos de ervilha, nariz de milho, boca de cenoura e cabelos de batatas palito fritas. O objetivo é claro: atrair a atenção da criança, mostrando a refeição como um momento divertido, ou seja, é uma brincadeira com o alimento.
Por extensão e fazendo uso da semiótica, o lúdico está em tudo desde uma propaganda até nos jogos de raciocínio e estratégia, como é o caso do xadrez. “A atividade lúdica tem um caráter semiótico(simbólico). No jogo revela-se a função semiótica em gestação naconsciência(...). O sentido lúdico de um objeto pode ter com esse uma semelhança muito menor do que a que tem um desenho com a realidade representa. Mas o substituto lúdico oferece a possibilidadede ser manuseado tal como se fosse o objeto que ela substitui (MUKHINA, 1996, p.155/156).
Os símbolos são encontrados em vários momentos da vida cultural, na linguagem escrita, matemática, arte, musica, dança, etc. Neste caso com a atividade lúdica bem aplicada, pode ser um grande aliado na prática escolar, no caso da educação infantil pode auxiliar no aprendizado e no desenvolvimento das funções psíquicas , além de desenvolver o aparelho motor, como vem sido utilizada há longa data.0
LUDICO, DIVERSOS CONTEXTOS
Atualmente um campo que tem ganhado espaço, é a educação de idosos, que hoje se percebem como pessoas ativas, que merecem uma qualidade de vida digna, e estão buscando recuperar um momento tão importante que é o aprender acadêmico. Contudo, o indivíduo nesta fase tem pressa, e prender-se a um banco de escola para assistir cansativas horas com o professor falando e escrevendo na lousa não é muito funcional e produtiva assim, atividades lúdicas são muito utilizadas. A preocupação nesta fase é que estas pessoas já têm uma leitura de mundo definida e sólida, ainda que em alguns casos seja uma visão errônea sobre as coisas. Aqui o grande desafio é uma abordagem de renovação de aprendizagem, e o lúdico tem o papel de facilitar esse acesso de informações.
Outro espaço que o lúdico tem ganhado campo, e com razão, é o empresarial. Sabemos que a semiótica influência no desenvolvimento do indivíduo e nas suas relações sociais, de acordo com a natureza social, política e holística, por isso os gestores de RH não podem se manter desinformados em relação à influência do lúdico nestas relações. Dessa forma, deve ser proporcionado um ambiente profissional onde existem muitos colaboradores, o maior número de situações grupais possíveis onde o colaborador possa se adaptar a um deles, e desenvolver sua atividade melhor qualidade, e o lúdico viabiliza estas situações. Isso sem contar que com atividades lúdicas, o gestor tem a possibilidade de conhecer melhor seu grupo de profissionais.
Atualmente o número de crianças em idade escolar, que se encontram internadas em hospitais para longos e dolorosos tratamentos, em razão de moléstias diversas é enorme. Essas crianças já estão sendo privadas de sua vida social comum, não seria justo que fossem privadas também de uma educação formal adequada. Profissionais da pedagogia se especializaram neste tipo de ofício, e as atividades lúdicas fazem do ambiente hospitalar agradável momento de aprender. É um momento em que os diversos transtornos que a doença causa sai de cena, dando espaço para o “aprender e a divertição”.
Campanhas publicitárias apresentam moças com estereótipos sensuais, rapazes que são a personificação de Apolo, todos consumindo um determinado, felizes, as paqueras sendo correspondida, riqueza, tudo rodeado de beleza, é o lúdico que traz todos estes símbolos que são objeto de desejo material, e associa a capacidade de ter essas coisas, ao consumo daquele produto.
E não são apenas essas contribuições que o lúdico pode oferecer na educação e na vida social de um modo geral, o segredo está na preparação e adequação da atividade ao contexto em que será aplicado. Se for bem elaborada, bem estruturada, até mesmo uma brincadeira com embalagens vazias, papéis dispensáveis, pode trazer um grande aprendizado, seja para uma criança, jovem, adulto ou idoso, é só saber direcionar seu instrumento ao seu objetivo.
Ao planejar uma atividade lúdica, inicialmente deve ser estabelecido qual aprendizado deve ser alcançado, e analisar cautelosamente de que forma essa atividade irá afetar o interesse do aluno, se essa atividade irá estimular o desenvolvimento intelectual, apenas facilitando a construção do conhecimento (receber a informação pronta, de forma divertida não é interessante). Estabelecido esses parâmetros, é interessante manter um roteiro para relatório escrito, com o pré questionamento para facilitar a observação e constatação de progressos obtidos ou não.
O LÚDICO NO DIAGNÓSTICO DE PROBLEMAS DE APRENDIZADO
Bruno Bettelheim classifica a brincadeira como uma ponte entre o mundo da criança e a realidade, onde os adultos podem perceber como esta criança constrói seu mundo, seus medos, preocupações, alegrias, tristezas, de modo geral todos os sentimento, dificuldades e vontades. Trata-se de uma linguagem peculiar que deve ser respeitada, ainda que não seja compreendida.
Através de uma brincadeira, e se utilizando da fantasia que a brincadeira autoriza, a criança vai brincar de ser médica e curar uma doença de algum ente querido, que na vida real esta lhe causando muita angustia. Com um telefone de brinquedo, ele recebe ligações amorosas do pai que jamais conhecera. Com uma espada igual a do Hércules, ele poderá proteger a sua família de todos aqueles opressores que ouve falar no jornal todos os dias.
Mas o que isso tudo tem haver com o processo educacional da criança? Muito, considerando-se que as crianças passam grande parte de seu tempo dentro de um ambiente escolar, e muitos casos em que a criança tem dificuldade de aprendizado esses problemas estão relacionados a alguma situação da vida cotidiana, distúrbio/transtorno de origem neurológica/cerebral ou genética, problemas de origem cognitivas ou psicopedagógicas, ou de ordem emocional.
Acompanhar e avaliar o educando nesses casos é importante para melhorar seu desenvolvimento, e atividades lúdicas tem auxiliado muito a identificar a possível causa desse não aprender. Uma vez diagnosticado a presença de um fator que está atrapalhando o aprendizado, o Educador em conjunto com os responsáveis pela criança buscar subsídios para sanar essa deficiência na aprendizagem, seja com atividades planejadas dentro da própria escola, ou através de profissionais da Psicologia e Psicopedagogia.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo feito a cerca do lúdico na educação, nos traz a idéia de um lúdico lato sensu, que vai além do jogar e brincar como simples atividade motora, ou aprender brincando; ele nos mostra que o lúdico esta muito mais presente em nossas vidas do que imaginamos. Tem um caráter de instrumento de apoio pedagógico, e é também um objeto auxiliador na descoberta de problemas com aprendizagem. É ainda uma forma de transmitir nossa leitura de mundo a outrem de forma ilustrativa e clara.
Percebemos que o lúdico é todo simbolismo utilizado como forma de comunicação, com o objetivo de trazer a atenção alheia para um determinado objeto.
BIBLIOGRAFIA
STRATTON, Peter; HAYDES, Nicky. Dicionário de Psicologia.São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 1994.
CRUZ, Dulce R.M.; SILVEIRA, Maria J.M.; BOLZAN, Doris P.V.; CORRÊA, Sonia M. M.; GARBIN, Elisabete Garbin. O Lúdico na Formação do Educador. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
GADOTTI, Moacir. História das Idéias Pedagógicas. São Paulo : Ática, 2008.
ABERASTURY, Arminda. A Criança e Seus Jogos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
FELDMANN, Juliane. Aprender Tem Que Ser Divertido. Florianópolis. CEITEC, 2008.
SITES CONSULTADOS
http://www.revista.info.br/pedagogia10/pages/artigos/edic10-anov-art04.pdf
http:/www.infoescola.com/filosofia/semiótica/
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